Vivendo de luz

No livro Autobiografia de um Yogue de Paramahansa Yogananda ele conta de sua viagem em 1936 ao interior da Índia, em Biur, no coração de Bengala, para conhecer uma mulher que vivia há mais de 5 décadas sem ingerir qualquer comida, chamada Giri Bala. Ela emprega uma técnica yogue que lhe permite viver sem comer.

Na entrevista de Yogananda com Giri Bala, lê-se:

Desde a idade de 12 anos e quatro meses ate minha idade atual de sessenta e oito não ingeri alimento solido nem liquido.

Gosto de cozinhar e alimentar os outros.

Não sente a tentação de comer?

Se eu sentisse desejo de comer, teria de comer.

Mas a senhora se alimenta de alguma coisa.

Sua nutrição provem das energias mais refinadas do ar e da luz solar e do poder cosmico que reabastece seu corpo atraves do bulbo raquiano.

 

Uma nota no rodapé da pagina 501, explica:

“ O que comemos é radiação; nosso alimento são certos quanta de energia”, disse o Dr. George W. Crile de Cleveland, numa reunião de médicos, em Memphis, em 17 de maio de 1933. Trechos de seu discurso  foram assim relatados: “ Os raios de sol fornecem esta radiação importantíssima aos alimentos, que liberam correntes elétricas no sistema nervoso, ou seja, no circuito elétrico do corpo. Segundo o Dr. Crile, os átomos são sistemas solares. São veículos cheios de radiação solar, como molas em espiral. Estes átomos cheios de energia, impossíveis de contar, são ingeridos como alimento. Uma vez no corpo humano, os átomos, estes tensos veículos, são descarregados no protoplasma do corpo; a radiação fornecendo nova energia química, novas correntes elétricas. “Seu corpo é feito destes átomos”, disse o Dr. Crile. “Eles são os músculos, cérebro e órgãos sensoriais, como os olhos e os ouvidos”.

Algum dia os cientistas descobrirão como o homem pode viver diretamente da luz solar. O Dr. William L. Laurence escreve no New York Times: “A clorofila é a única substancia conhecida na natureza que possui o poder de agir como “armadilha” da luz solar. Ela “aprisiona” a energia do sol, armazenando-a na planta. Sem isso, não haveria vida. Nós obtemos a energia necessária para viver da energia solar armazenada no alimento-planta que comemos ou na carne dos animais que comem as plantas. A energia que obtemos do carvão ou do petróleo é a energia solar aprisionada pela clorofila na vida vegetal milhões de anos atrás. Vivemos do sol, por intermédio da clorofila.”

 

Continuando a entrevista com Giri Bala, Yogananda lhe pede que conte sobre sua vida:

Minha infância nada teve de excepcional, a não ser pelo fato de que eu tinha um apetite insaciável. Meu noivado ocorreu aos nove anos de idade. Eu tinha doze anos quando me reuni a família de meu marido, Minha sogra me humilhava o dia inteiro, falando de meus hábitos de gulodice. Entretanto, suas censuras foram uma benção disfarçada: despertaram minhas tendências espirituais adormecidas. Certa manhã, sua critica mordaz foi impiedosa.

Orei pedi para não mais comer. Fui iniciada em uma técnica de kria que liberta o corpo da dependência do grosseiro alimento dos mortais. A técnica inclui o uso de certo mantra e um exercício respiratório mais difícil que os realizáveis por uma pessoa comum. Não há magia nem drogas medicinais; nada alem de kria.

 

Yogananda lhe pergunta porque não ensina a outros o método de viver sem comer e ela responde:

Recebi ordens rígidas de meu guru para não divulgar o segredo. Não é seu desejo intrometer-se no drama divino da criação. Os agricultores não me agradeceriam se eu ensinasse muita gente a viver sem comida! As frutas deliciosas jazeriam inutilmente no chão. Parece que a miseria, a fome e a doença são chicotes de nosso carma que, em ultima instancia, nos fazem buscar o verdadeiro significado da vida.

Então – ele pergunta – de que adianta a senhora ter sido eleita para viver sem alimento ?

Provar que o homem é Espirito. Demonstrar que, pelo progresso divino, o homem pode gradualmente aprender a viver da Luz Eterna e não da comida.

 

O  estado de não comer, atingido por Giri Bala, é um poder iogue mencionado nos Yoga Sutras de Patanjali (III:3.1). Ela emprega certo exercício respiratório que afeta o chakra vishuddha, o quinto centro de energias sutis localizado na coluna. O chakra vishuddha, oposto à garganta, controla o quinto elemento, akash ou éter, infiltrado nos espaços intra-atomicos das células físicas. A concentração neste chakra (“roda”) capacita o devoto a viver de energia eterica.

Entre os santos cristãos que viveram sem comer, pode-se mencionar: Santa Lidwina de Schiedam, a Beata Elisabeth de Rent, Santa Catarina de Siena, Dominica Lazarri, a Beata Angela de Foligno e Louise Lateau, esta do seculo XIX. São Nicolau de Flue (Bruder Klaus eremita do século XV, cuja suplica apaixonada em favor da união salvou a Confederação Suiça) absteve-se de alimento durante vinte anos.

 

Mais recentemente uma australiana –  Jasmuheen escreveu um livro chamado Vivendo de Luz, e apresentou um processo de 21 dias para fazer esta transformação. Muitos a conhecem como alimentação pranayanica, e quem se utiliza dela são chamados respiratorianos.

 

Existem no Youtube diversos documentários a respeito desta pratica, mostrando pessoas no mundo inteiro que vivem sem comer e estão no nosso cotidiano. A medicina convencional não consegue explicar como elas tem saúde sem ingerir alimentos (e em alguns casos, nem água).

 

https://www.youtube.com/watch?v=Oc8eKrDss9I

https://www.youtube.com/watch?v=_jLR3KaATUM

 

Estes fenômenos tem uma explicação mais plausível através da física quântica, da energia do vácuo quântico, o AKASH. [Também escrito como Akasha.]

 

No século 20, Akasha foi brilhantemente descrito pelo grande yogue indiano Swami Vivekananda:

De acordo com os filósofos da Índia, todo o universo é composto de dois materiais, um dos quais eles chamam de Akasha. Ele é a existência onipresente, que em tudo penetra e tudo permeia. Todas as coisas que tem forma, todas as coisas que resultam de combinação, evoluíram desse Akasha. É o Akasha que se torna o ar, que se torna os líquidos, que se torna os sólidos, é o Akasha que se torna o Sol, a Terra, a Lua, as estrelas, os cometas; é o Akasha que se torna o corpo humano, o corpo animal, as plantas, cada forma que vemos, tudo o que pode ser sentido, tudo o que existe. Ele não pode ser percebido; é tão sutil que está além de toda percepção ordinária; ele só pode ser visto quando se tornou espesso, quando tomou forma. No principio da criação, há somente esse Akasha. No final do ciclo, o solido, os líquidos e os gases fundem-se todos novamente em Akasha, e a criação seguinte procede, de maneira semelhante, desse Akasha.

 

 

A soma total de todas as forças do universo, mentais ou físicas, quando são dissolvidas remontando ao seu estado original, é chamado de Prana. Quando não havia uma só partícula, quando não havia nada, quando a escuridão cobria a escuridão, o que existia então? Então, Akasha existia sem movimento… No final de um ciclo, as energias que o universo exibe atualmente se aquietam e se tornam potenciais. No inicio do ciclo seguinte, elas começam novamente a surgir, a fazer soar mais uma vez a musica adormecida de Akasha, e, a partir de Akasha, a por em evolução essa varias formas…

A razão para chamar o campo de in-formação na natureza de campo Akashico deve ser agora evidente. A visão akashica de um universo cíclico – de um Metaverso que cria universo apos universo – é essencialmente a visão que nós agora obtemos da cosmologia. Na nova física, o vácuo unificado e fisicamente real é o equivalente de Akasha. Ele é o campo original de onde emergiram as partículas e átomos, as estrelas e planetas, os corpos humanos e animais, e todas as coisas que podem ser vistas e tocadas. É um meio dinâmico, repleto de energia em flutuações incessantes. O vácuo é Akasha e Prana entranhados num só – o útero de toda a “matéria” e de toda a “força” do universo.

 

Conforme Ervin Lazlo escreve em A Ciência e o Campo Akashico:

No próximo desenvolvimento da ciência, o campo A irá se juntar aos campos universais atualmente conhecidos: o campo G, o campo EM, o campo de Higgs e os campos nucleares forte e fraco, só localmente efetivos, universalmente presentes.


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