Radiônica e agricultura

Solo saudavel – menos pragas. (262 – A vida sercreta das plantas)

Combate as pragas usando radionica ( Ukaco).pg 326 –

Aumento de produção usando sons.

 

As sanções contra Abrams só não intimidaram uma pequena minoria de medicos americanos, quase todos quiropraticos – ou, como gostam de ser chamados, “medicos sem drogas” – de espirito independente.

 

Uma geração após a morte de Abrams, um desses medicos, vivendo na região da baia de San Francisco, recebeu a visita de Curtis P. Upton, engenheiro civil formado em Princeton cujo pai tinha sido sócio de Thomas Alva Edison. Entre suas cogitações de engenheiro, Upton  incluíra a hipótese de aplicar à agricultura, para o controle de pragas, o estranho aparelho inventado para curar doenças humanas. No verão de 1951, ele e um ex-colega de Princeton, William J. Knuth, um especialista em eletrônica então radicado no Texas, dirigiram-se às vastas plantações de algodão que se estendem por 30.000 acres da região de Cortaro- Marana, perto de Tucson, no Arizona. Do caminhão em que viajavam retiraram um misterioso aparelho que lembrava um receptor de radio. Sua intenção era ainda mais estranha: iam tentar afetar as plantações indiretamente, através de fotografias.

Uma fotografia aérea do local foi posta numa “lamina coletora” conectada à base do aparelho, junto com um reagente sabidamente venenoso para as pragas do algodão, enquanto os diais eram deixados numa posição especifica. A experiência visava combater as pragas sem recorrer a inseticidas químicos. A teoria em que se fundamentava – tão “fora de serie” como tudo até agora relatado sobre a natureza das plantas – dizia que a composição molecular e atômica da emulsão fotográfica deveria ressonar em freqüências idênticas às dos objetos representados pela imagem. Embora os engenheiros americanos o ignorassem, a mesma descoberta tinha sido feita por Bovis na década de 30.

Afetando a fotografia com um reagente sabidamente venenoso para as pragas do algodão, os pesquisadores acreditavam que imunizariam, “por tabela”, as próprias plantas. Como a quantidade de reagente usada era infinitesimal, comparada ao numero de acres fotografados, esperavam que ele agisse de modo análogo ao das doses prescritas pela medicina homeopática.

Por mais surreal que pudesse parecer este processo, em 1951 os executivos da Cortaro Management Company, um dos maiores plantadores de algodão em Tucson, no Arizona , calcularam que, se as doze espécies de pragas que normalmente atacavam sua plantação avaliada em um milhão de dólares, pudessem realmente ser afastadas com um aparelho tão simples, economizariam até 30.000 dólares por ano, graças à eliminação do uso de inseticidas químicos.

No outono, o Weekend- Reporte de Tucson publicou uma matéria ilustrada de duas paginas onde se dizia que “um tipo de controle eletrônico de pestes” tinha permitido à Cortaro conquistar um aumento de quase 25% por acre na colheita do algodão sobre a media estadual. W.S. Nichols, presidente da Cortaro Management Company, declarou que o algodão tratado também parecia produzir 20% a mais de sementes: “Isso pode ser conseqüência de não se ter destruído as abelhas, sobre as quais o processo radiônico não parece ter efeito”.

Hoje sabemos que as abelhas estão morrendo em massa devido aos efeitos colaterais do uso de inseticidas e de sementes transgênicas. Recentemente o ator Morgan Freeman fez declarações a respeito alertando para um futuro trágico para a humanidade devido a morte das abelhas que são as polinizadoras que fazem a fecundação das plantas.

 

Na costa leste dos Estados Unidos, outro ex-colega de Upton em Princeton, Howard Armstrong, que se tornara químico industrial e autor de varias invenções, decidiu experimentar na Pensilvânia o método de seu amigo. Após tirar uma fotografia aérea de uma plantação de milho atacada pelo besouro-japonês, cortou uma seção dela e pôs a parte restante com uma pequena quantidade de rotenona – um veneno fatal para os besouros, extraído das raízes de uma trepadeira asiática que os japoneses chamam de roten – na lamina coletora de um dos aparelhos radiônicos de Upton.

Após varios tratamentos de cinco a dez minutos, com os diais colocados em posições específicas, uma contagem meticulosa revelou que 80 a 90% dos besouros tinham morrido ou desaparecido das plantações tratadas através da foto. Mas as plantas não beneficiadas – isto é, as que correspondiam à parte cortada da foto – permaneciam 100% infestadas.

Upton, Knuth e Armstrong combinaram seus talentos e as primeiras letras de seus nomes para formar a UKACO INCORPORATED. O objetivo da nova companhia era colocar ao alcance dos fazendeiros o método por eles desenvolvido – simples, barato, mas cientificamente inexplicável.

Plantações de batata tratadas pelo método da Ukaco deram safras 30% superiores às de plantações vaporizadas sete vezes com inseticidas convencionais; a ausência de produtos químicos, além disso, aumentava em muito o valor da produção.

No verão de 1951, Armstrong percorreu o vale de Cumberland, tratando de milharais e de toda e qualquer lavoura necessitada de ajuda. Seu sucesso foi tão grande que os vendedores de inseticidas não mais conseguiram colocar seus produtos nas fazendas em tratamento. Os próprios fazendeiros se encarregavam de operar alguns dos aparelhos deixados em seu poder por Armstrong. Naturalmente, o fato pôs em pé de guerra a industria americana de inseticidas, que já no inverno seguinte abria fogo contra a nova tecnologia da Ukaco.

Em seu numero de janeiro de 1952, o porta-voz da indústria, Agricultural Chemicals, divulgou um artigo que rotulava de fraudulento o processo da Ukaco. Solicitado a comentar a principal objeção do artigo, a de que os testes não podiam ser repetidos por “agencias desinteressadas”, disse B. A. Rockwell, diretor de pesquisas da Associação Cooperativa Agrícola da Pensilvânia: “Estudei bastante ciência para saber distinguir um besouro morto de um vivo”.

Em março de 1952, cinqüenta lideres agrícolas do condado de York se reuniram, com uma expressão algo cética no olhar, para durante duas horas ouvirem o secretario- executivo da Cooperativa da Pensilvânia, R.M. Benjamim, que lhes falou da possibilidade de matarem ou expulsarem vários insetos nocivos através do que aparentemente era um controle eletrônico remoto. Embora parte da audiência, a principio, relutasse em se deixar convencer, todos concordaram, no final da reunião, em experimentar o novo método no verão seguinte.

O Dispatch de York, que noticiara o acontecimento, ouviu a respeito o Departamento de Agricultura em Washington e apenas pode constatar que o órgão governamental não dava credito ao processo da Ukaco.

F.C. Bishopp, subchefe da Seção de Entomologia e Observação de Plantas da Administração de Pesquisas Agrícolas, afirmou numa carta ao jornal que um de seus funcionários observara as experiências feitas por Knuth e Upton no sudoeste, constatando que o combate aos insetos não era eficaz.

Uma semana depois, dando-se conta de que os testes planejados para o verão de 1952 iam mesmo ser efetuados e, sem duvida, percebendo que não fora suficientemente enfático, Bishopp escreveu ao Dispatch uma segunda carta, afirmando entre outras coisas: “ Apesar de nosso conhecimento limitado do uso da radiação no combate aos insetos, tudo nos leva a crer que há certo exagero nas afirmações dessa companhia. Como há de proceder ela, para testes em larga escala, sem uma avaliação de seu método pelas autoridades competentes? Preocupamo-nos em não permitir que métodos ainda duvidosos desviem a atenção dos agricultores, neste momento critico, de técnicas comprovadamente eficazes no combate aos insetos”. A intenção de Bishopp, evidentemente, era valer-se de sua posição para prejudicar e condenar um processo do qual, como ele mesmo admitira, não tinha no entanto um conhecimento direto.

Na mesma primavera, os três sócios da Ukaco e General Gross – um dos cidadãos mais eminentes de Harrisburg, chefe da Junta de Recrutamento do Estado da Pensilvânia – organizaram uma fundação sem fins lucrativos para dar seguimento a seu trabalho – a Fundação Homeotrômica.

Durante a estação agrícola de 1952, o tratamento foi aplicado a milharais que cobriam 1420 acres, pertencentes a 61 fazendeiros, em 81 propriedades de cinco condados; um exame escrupuloso foi efetuado em 78360 pés de milho. Funcionários da recém-criada Fundação Homeotrômica trabalharam em conjunto com vários representantes das cooperativas agrícolas dos Estados da Pensilvânia e Ohio.

Os funcionários do Departamento de Agricultura só apareceram no dia 07 de agosto. Selecionando ao acaso um milharal no condado de York, de propriedade da Bittinger Cannery, o dr E.W.Seigler (de New Jersey) comparou o milho tratado ao não tratado. Num total de 400 plantas, de quatro carreiras distintas, encontrou 346 espigas danificadas por besouros, na seção não tratada, contra apenas 65 na seção tratada. Em outra lavoura, pertencente à granja avícola da cooperativa da Pensilvânia, o resultado foi de 339 contra 64. A inspeção em outras áreas também confirmou o sucesso do novo método: numa só plantação, inexplicavelmente, ele não dera certo. O computo final indicou um êxito de 92%, quanto ao controle do besouro-japonês e de 58% quanto a broca-do-milho.

Para a Ukaco foi uma alegria ver seus resultados comprovados por uma autoridade agrícola. Mas o dr Seigler pediu-lhes que se abstivessem de divulgar o assunto no Pennsylvania Farm Bureau Journal até que Beltsville ( a estação experimental do Departamento de Agricultura) tivesse tempo de preparar seu próprio relatório. Semanas depois, Bishopp escreveu a Rockwell uma carta lacônica, declarando que, como nenhuma contagem tinha sido feita antes do tratamento, as conclusões enviadas da Pensilvânia por seus próprios funcionários ficavam invalidadas. Consumidores em potencial, consultando Beltsville a respeito, recebiam a informação de que tudo não passava de charlatanice e que os resultados eram nulos.

A seguir, Armstrong veio a saber que representantes dos produtores de inseticidas, de comum acordo com funcionários do Departamento de Agricultura, visitaram fazendeiros que tinham usado o processo da Ukaco, espalhando entre eles a mesma opinião difamatória.

 

A Ukaco acabou por concluir que Beltsville se punha direta e intencionalmente contra seu trabalho e que, em Washington, a indústria de inseticidas exercia forte pressão sobre o governo para impedir a difusão do novo método – uma ameaça em potencial para ela. A campanha foi tão eficiente que a Ukaco passou a ter dificuldades em aumentar sua clientela, posto que um verdadeiro exercito do Departamento de Agricultura divulgou entre os fazendeiros que os tratamentos de Upton-Knuth-Armstrong eram ineficazes.

 

Já que nuvens de insetos podiam ser afugentadas, ou mesmo dizimadas, pela simples radiação de um veneno através de uma foto das plantações que atacavam, o governo pode ter se alarmado com a idéia de a técnica ser aplicada militarmente, em tempo de guerra, contra tropas acantonadas ou populações de cidades inteiras. Tudo isso somado aos esforços persistentes e bem-sucedidos dos agentes governamentais e industriais junto aos fazendeiros, forçou finalmente a Ukaco a fechar suas portas. Mas a historia da técnica que passou a ser chamada de “radiônica” estava apenas no começo.

 

Trinta anos antes da extinção da Ukaco, um jovem engenheiro da companhia de luz e força  de Kansas City, T. G. Hieronymus, um dos primeiros a obter a licença de radioamador antes da Primeira Guerra Mundial, foi chamado por um de seus vizinhos, o dr. Planck, para ajudá-lo a montar uma aparelhagem que exigia vários componentes de alta precisão, como faixas milimétricas de prata laminada e bobinas cuidadosamente enroladas. Além de se referir a um misterioso e genial medico de San Francisco com o qual aprendera novas e fantásticas técnicas terapêuticas, o dr Planck nada mais disse ao jovem engenheiro sobre o destino dos instrumentos que ele ajudava a montar. Só depois da morte dele é que Hieronymus veio a saber o objetivo da aparelhagem que ajudara a montar e o nome do medico desconhecido: Albert Abrams.

 

Enquanto isso, uma jovem quiropratica de Los Angeles, a dra Ruth Drown, aperfeiçoava por sua vez os aparelhos de Abrams. Ao mesmo tempo que ela trabalhava na Califórnia, outro seguidor de Abrams, o medico G.W.Wiggelsworth, de Chicago, com a ajuda de seu irmão, um engenheiro eletrônico que a principio considerava o osciloclasto uma burla, mas finalmente se convencera de sua eficácia, aperfeiçoou ainda mais o aparelho do mestre, substituindo as bobinas de resistência por condensadores variáveis, substituição essa que melhorou muito a qualidade da afinação. Wiggelsworth batizou seu novo aparelho de “patoclasto” ou desintegrador de doenças, e seus usuários reuniram-se numa Associação Patométrica.

Na década de 50, um quiropratico do Arkansas, Glen Wills, também prospero homem de negócios, assistiu a uma palestra de Hieronymus, sobre teoria eletrônica, na Associação Patometrica.  Wills comprou de Wiggelsworth a Associação Patometrica e contratou Hieronymus para desenvolver uma versão modificada ainda mais complexa do patoclasto.

Por sua própria conta, Hieronymus já fizera anteriormente um estudo detalhado da estranha energia emitida, não por tecidos sadios ou doentes, mas sim por metais ( veja BOSE – Autobiografia de um yogue – pg 76) . No desenvolvimento de sua teoria, surrupiou da esposa os mais diversos objetos de prata de lei, como colherzinhas e saleiros, e enterrou-os em plena campina do Kansas.

 

Sabendo a localização da prata escondida, Hieronymus então “fez um retrocesso”, como ele mesmo diz, para tentar descobrir as emanações dela.  Para sua surpresa, notou que muitas vezes nenhuma energia emanava da prata, o que o fazia temer que alguém tivesse desenterrado seu tesouro. Mas, poucas horas depois, a energia já se manifestava com a intensidade habitual.

 

Repetindo por varias semanas suas experiências, Hieronymus constatou que a energia da prata parecia desviar-se para baixo, por algumas horas, a intervalos de dois dias e meio. Esse ciclo, como pode ver confrontando-o com as informações de um almanaque, coincidia em vários pontos com as fases da lua. Outras experiências com metais enterrados fortaleceram em Hieronymus a crença de que, como nas pesquisas de Abrams, essas energias eram também fortemente suscetíveis à atração magnética.

 

Hieronymus suspeitou de que a energia desconhecida emitida por metais tivesse ainda algum vinculo com a luz solar; como podia ser conduzida por fios, ela deveria ter algum efeito sobre o crescimento das plantas.

Para se certificar, distribuiu pelo escuro porão de sua casa em Kansas City uma serie de caixas de alumínio. Algumas foram ligadas à terra, através de um cano de ferro, e a diferentes fios de cobre que estabeleciam contato, mo exterior da casa, com laminas metálicas expostas ao sol direto. Em todas as caixas, inclusive as que deixara sem ligação, ele plantou sementes. Plantas cheias de viço cresceram nas caixas ligadas ao exterior, ao passo que as das outras, além de desprovidas de verde, eram atrofiadas e pouco resistentes.

O pesquisador chegou então a revolucionaria conclusão de que a produção de clorofila não era propriamente devida à luz solar, mas sim a algo associado a ela que, ao contrario da luz, tinha a propriedade de ser conduzido por fios.

 

A seguir, ele concebeu um analisador especial, primeiro com lentes, finalmente com um prisma, graças ao qual pode identificar, pelas radiações que emitiam, muitos dos elementos da tabela periódica de Mendeléev. Descobriu que a energia, refratada no prisma, comportava-se tal como a luz, embora os ângulos de refração fossem muito mais agudos e a energia dos vários elementos chegasse na mesma ordem que o conteúdo de seus núcleos.

Hieronymus afirma que a freqüência da emanação, ou angulo de refração, é diretamente proporcional ao numero de partículas no núcleo de um elemento. É possível, assim, recorrer a seu estudo para saber-se o que contem as substancias complexas. A energia em questão , ao contrario da energia eletromagnética, não enfraquece na razão inversa do quadrado da distancia de sua fonte.

Tentando descrever esta radiação, ele disse: “ É uma energia que obedece a algumas leis da eletricidade, mas não a todas, e a algumas das leis da óptica, mas não a todas” Para evitar a repetição, cunhou o termo energia eloptica.

Em todos os seus comprimentos de onda, a energia eloptica foi vista como um meio sutil que, escreveu ele, “podia ser o mesmo que o já descrito por engenheiros eletrônicos e físicos como o éter, posto em ação em harmônicos mais altos que os até agora experimentados”.

 

Sua própria capacidade de detectar uma substancia apenas com base em sua radiação bastou para convencer Hieronymus de que as doenças eram dizimadas, pelo aparelho de Abrams e seus derivados, “através de um ataque radiativo contra a energia aglutinante que mantém em conjunto as estruturas moleculares”.

 

No inicio da década de 40, Hieronymus deu entrada a um pedido de registro de patente. A invenção que pretendia legalizar consistia em síntese num método e num aparelho “relacionados à arte de detectar a presença e medir a intensidade ou quantidade de qualquer elemento conhecido de matéria, simples ou em combinação, quer em forma solida, quer em liquida ou gasosa”. Para os que eventualmente queiram aproveitar sua idéia, há no pedido de registro uma especificação importante: “ o aparelho depende fundamentalmente do sentido do tato e, por conseqüência, da habilidade do operador”.

O que acontecia na realidade ao detector, não foi explicado, mas “o aparelho funciona, e pode ser visto como um analisador de radiações atômica positivamente eficaz, muito embora não seja compreendido na integra o principio no qual se fundamenta”.

 

Em 1949, Hieronymus recebeu do governo americano a patente numero 2482773, relativa a seu sistema para a “Detecção de emanações de materiais e medida se seus respectivos volumes”. Outras patentes, mais tarde, foram concedidas no Reino Unido e no Canadá.

 

Na fazenda Hershey, junto com um representante da Ukaco, selecionou três espigas de milho, cada qual com uma lagarta em ação. Tomando precauções para que as lagartas não escapassem, começou a tratar as espigas com seu emissor radionico. Depois de três dias, com aplicações de dez minutos por hora, duas lagartas se desintegraram, mas a terceira permaneceu intacta. Esta, no entanto, também deixou de existir quando submetida a um novo período de 24 horas do mesmo tratamento.

Hieronymus ficou tão impressionado com o potencial mortífero de sua radiação que decidiu manter segredo sobre a constituição e o funcionamento de sua aparelhagem, enquanto não encontrasse pesquisadores sérios de reputação ilibada capazes de o ajudar a esclarecer as exatas possibilidades de suas descobertas.

 

Hieronymus sabia que a estranha radiação bioenergética emitida pelas pessoas (ou pelas plantas) podia ser medida pelo teste radionico das gotas de sangue ou pela avaliação direta do paciente, ligado ao aparelho por um fio e um eletrodo. Demonstrou, porem, que essa mesma radiação bioenergética podia ser captada e medida a partir de uma simples fotografia do paciente. A idéia de que uma essência do ser humano é capturada pelo filme fotográfico nos lembra das superstições das tribos “primitivas” da África e da America do Sul, cujos membros não se deixavam fotografar por medo de que uma parte do seu espírito lhes fosse roubada. Talvez os sistemas radionicos estejam apenas demonstrando indiretamente  a verdade que se oculta por trás dessa suposta superstição primitiva. Os sistemas radionicos usam a fotografia como meio para diagnosticar a “freqüência da doença” do paciente. Mas as fotos também são usadas para irradiar energia sutil na freqüência adequada para a cura de um paciente distante. Em outras palavras, é possível manipular uma pessoa a distancia utilizando-se simplesmente uma fotografia dela.

 

Como já vimos, a divisão celular produz fótons de luz fracos na freqüência da radiação ultravioleta. Além da emissão de radiação ultravioleta, no entanto, as células em processo de divisão parecem também produzir campos magnéticos fracos. Pesquisas francesas e soviéticas, remontando aos estudos de George Lakhovsky, proporcionaram evidencias experimentais de que o nosso DNA pode funcionar como um oscilador eletromagnético. Físicos nucleares ucranianos mediram a oscilação do DNA numa freqüência na faixa de 52 a 78 gigahertz – bilhões de ciclos por segundo! A intensidade da emissão eletromagnética a partir do DNA parece estar na faixa de apenas um bilionésimo de watt. A propósito, os físicos ucranianos também acreditam que cada ser humano tem sua própria e singular freqüência, como por exemplo, 63,57737 GHz. Todavia, como toda a atividade eletromagnética vem associada a algum tipo de campo magnético, a pesquisa ucraniana parece indicar que a vibração do DNA humano geraria campos biomagnéticos extremamente fracos. Com efeito, o nosso DNA apresenta o campo magnético esperado, o qual oscila até 70 bilhões de vezes por segundo! Curiosamente, esta freqüência vibracional está na faixa da freqüência de vibração das energias que constituem o espectro de energia magnética solar que banha o planeta!

 

A cura a distancia também suscita certas questões éticas: será licito “tratar” de um paciente sem o consentimento dele, mesmo que a intervenção tenha por objetivo a cura? Alias, diz-se que a idéia oposta – a de “fazer mal” a uma pessoa a distancia, pelo uso de uma simples fotografia dela  – chegou a interessar muito aos soviéticos e a certos setores do serviço secreto norte-americano e de outros países no auge da Guerra Fria. Esse interesse escuso dos militares e dos serviços de inteligência pela “guerra paranormal” fez com que muitos pesquisadores da radiônica, como Hieronymus, tenham hesitado muitíssimo em divulgar “em demasia” suas inovações tecnológicas.

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