Convite

Há algum tempo, em um seminário, foi pedido a cada um dos presentes que se definisse em uma palavra. A minha foi curioso. Entender o porquê das coisas sempre me interessou.

Quando criança, meu avô me incutiu o gosto pela leitura, que me permitia viajar por muitas paisagens, culturas e ideias diferentes. Tudo me atraia e a diversidade de assuntos me empolgava. Livros sobre os mistérios da natureza, animais e particularidades sobre povos de diferentes regiões do planeta aguçavam minha curiosidade.

Na época de decisão sobre qual faculdade fazer, fiquei entre engenharia e medicina. Optei pela engenharia mecânica. Uma vez formado, trabalhei durante muitos anos com manutenção industrial, o que me permitiu uma “especialização em generalidades” pois tinha que conhecer assuntos de diversas especialidades nesta área.

Por ter que trabalhar diretamente com pessoas que faziam acontecer as ações operacionais em manutenção, comecei a estudar sobre administração e liderança. Aprofundei no aspecto humano e busquei a ajuda de uma psicóloga que me fez perceber diversos aspectos de minha personalidade que poderiam ser aprimorados. Sua técnica básica era me perguntar como tinha sido a semana, revisitar as situações mais significativas e analisar os motivos de meu comportamento em cada uma delas. Uma hora por semana durante quase um ano me transformaram! Neste período travei conhecimento com astrologia, florais, Reiki e outras terapias “alternativas”. Também li um livro marcante – Medicina Vibracional de Richard Gerber- que me abriu novos horizontes.

Isto me levou a perceber que muitos problemas de relacionamento estavam ligados ao estado de saúde das pessoas envolvidas, não só no aspecto psicológico, mas também com relação a sua saúde física.

Desde criança até cerca de 18 anos fui tratado por um medico alemão que usava iridologia e homeopatia em sua pratica medica. Após sua morte, acabei recorrendo a medicina alopática e percebi que minha saúde em geral vinha declinando. Resolvi então estudar sobre terapias naturais e holísticas, e fiz uma pós-graduação de 2 anos estudando diversas praticas do que muitos chamam de “medicina alternativa ou complementar” a medicina alopática.

Ao estudar sobre cromoterapia – uso de cores para tratamento- percebi que a luz com frequências especificas das cores, tinham um grande impacto nos organismos vivos.

Isto tinha eco com meu trabalho em manutenção onde usava diversos aparelhos eletrônicos que trabalhavam com frequências para determinar o estado operacional de equipamentos no que chamamos manutenção preditiva, onde se pode avaliar o desempenho do mesmo, podendo prever com antecedência anomalias que podem leva-la a falhar. Uma destas técnicas é a termografia.

Quando aprendi sobre radiestesia – que usa o corpo humano como sensor, o cérebro como processador e o sistema neuromuscular como um amplificador para através de um pendulo (ou outro instrumento) obter leituras em gráficos – que permite medições de diversas grandezas, desenvolvendo a sensibilidade humana para as radiações, percebi suas inúmeras aplicações em engenharia e medicina, e mergulhei em seu estudo. A radiônica que é a emissão de radiações através de gráficos e aparelhos, veio na sequencia.

Destes estudos emergiu o entendimento de que existe uma energia diferente da energia eletromagnética que é amplamente conhecida e a base de nosso conhecimento tecnológico. Esta energia ganhou diversos nomes conforme seus “descobridores”, mas as propriedades são muito similares (quando não são perfeitamente idênticas) e se manifesta em objetos inanimados, como também nos vegetais, animais e seres humanos. A física quântica me permitiu entender alguns dos fenômenos. Um pouco depois conheci a alquimia  que é um conjunto de conhecimentos milenares e trans disciplinares por natureza.

Enfim, comecei a perceber a ligação entre espiritualidade, meditação, física quântica, a imaterialidade da matéria, o condensado Bose-Einstein, a holografia, e suas conexões com a vida diária.

Óbvio que em todo este processo surgiram diversos “buracos negros”, muitas lutas internas, muitas duvidas,mudanças de hábitos, escolhas e decisões cruciais em minha forma de ver o mundo. Equilibrar o lado direito e esquerdo do cérebro não é fácil, mas o resultado é muito gratificante.

Descobri que o mais importante é estar caminhando. Todas as experiências são validas; algumas me levaram ao chão. Cair e errar faz parte do aprendizado (observe quantas vezes uma criança cai e levanta até aprender a andar). Vontade e coragem conjugados com o exercício da “expectativa tranquila” como aprendi no curso de Liderança Integral na UNIPAZ, são ingredientes para  uma vida com proposito e que nos permite chegar a um estado de auto-realização como ensinou Masllow.

Mas a vida é cíclica e ao atingirmos tal estado a “Escola da Vida”, que primeiro testa e depois ensina, mostra-nos que há novas disciplinas/habilidades a serem aprendidas.

O processo de morte começa com o enrijecimento de nosso modo de pensar. Devemos nos conceder o beneficio da duvida, que nos leva a buscar respostas, e nesta busca, caminhamos e evoluímos, nos transformando, promovendo a alquimia dentro de nós mesmos.

Convido você a um passeio por alguns dos conhecimentos que encontrei em meu caminho até agora.

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